Jorge Wellington - Sou contra qualquer tipo de armamento, mas esta é uma questão polêmica e de uma importância sem precedentes, ninguém pode ter posições radicais, é necessário analisar os casos particularmente.
Eu acho que o homem de bem, que anda dentro dos limites da lei, que mora nas regiões distantes das cidades, onde tem lá suas terras e sua família radicada no campo, tem o direito de possuir uma arma em casa, para defender sua família e seu patrimônio, já que o Estado não tem condição de ter todo um aparelhamento, para dar proteção completa e total aos seus cidadãos.
Francisco Félix - Sim. Sou favorável (ao comércio de armas) em virtude de que, de conformidade com as normas já existentes, para se adquirir uma arma, o comprador terá que preencher vários requisitos intrínsecos ao cidadão, o que dificulta a aquisição dessas armas por bandidos. Na realidade o governo deve ser mais eficaz no combate ao comércio clandestino de armas, pois, a grande maioria dos crimes são perpretados por armas que foram adquiridas clandestinamente, ao invés de tentar combater a possibilidade do cidadão adquirir uma arma pela via legal.
Alexandre Cosme - Sou contra. Porque eu acho que não há uma relação direta entre a quantidade de armas em um país e a criminalidade. Esse é o argumento mais esdrúxulo que eu conheço.
Saiu recentemente uma pesquisa que mostrava: Casas brasileiras que possuem armas; 3,5%. Número de assassinatos para cada 100 mil habitantes; 37. É um número vergonhoso para o Brasil sim, mas quando se vai para os Estados Unidos, vê-se que existem seis homicídios para cada 100 mil habitantes, mas existem 52% dos lares americanos com armas de fogo. Na Suíça, 35% das casas possuem armas de fogo. E existe um homicídio para cada 100 mil habitantes.
A arma mata, mas quem mata é o homem. Nós temos que combater é a violência. E não escolher como bode expiatório a arma de fogo e a proibição do seu comércio. Devemos sim, defender o direito do cidadão a legítima defesa. Se você Não quiser, você não precisa comprar uma arma. Mas aquele que quer, tem que ter o direito de poder comprar, desde que cumpra os requisitos.
Engraçado! Como é que o referendo só proíbe o comércio? O referendo tinha que estar proibindo era o uso da arma. Mas a lei que está em vigor não proíbe. Desde que seguidos alguns requisitos você pode usar a arma.
Fonte: Jornal
Tribuna Lajedense
Setembro/2005 - Ed. 006 |